A Coquetelaria Brasileira e a Cultura Alimentar
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No último mês, a comunidade de bartenders se aqueceu novamente com a criação de um grupo de discussão de altíssimo nivel que está se desenvolvendo no facebook, baseado em dúvidas e análises feitas por especialistas da profissão em todo o país.

Neste grupo de discussão, estão sendo levantados temas importantes como a regionalização dos hábitos de consumo, dos ingredientes utilizados e das técnicas disponíveis.

Caso queira participar e colaborar, é só acessar o grupo Coquetelaria do Brasil.
coquetelaria brasileiraPor conta disso, dividimos com vocês o depoimento da ativista Alimentar Tainá Marajoara, diretora do projeto CATA ou Cultura Alimentar Tradicional Amazônica, que vem ganhando destaque entre os estudiosos da gastronomia brasileira.

Um belo depoimento para refletirmos sobre os rumos da coquetelaria no Brasil e o papel de cada um dentro desse processo. Assistam com muita atenção.

Como guardar seu vermute da maneira certa
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O vermouth, que no Brasil podemos chamar de vermute mesmo, é um conhecido e particular tipo de vinho fortificado da família dos aperitivos, adicionado através de infusão ervas aromáticas, flores entre outros finalizado com açúcar e água.
Bebida riquíssima e complexa, porém, quando mal armazenado, pode sofrer uma série de mudanças na sua composição, transformando infelizmente uma delícia de bebida em um líquido avinagrado e sem doçura.

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Mal armazenado, em 95% das vezes quer dizer deixar a garrafa após aberta, em temperatura ambiente, seja na prateleira ou no rail do bar. Basicamente, esse bebida morre aos poucos. E aos poucos é muito rápido.

O vermute é uma bebida viva, um fermentado de vinho, ou seja, ao entrar em contato com o oxigênio, sofre a tal da oxidação.
Também, a partir do momento em que foi aberta, ela começa a sofrer uma perda de aromas consideráveis, que pode-se notar claramente a partir de quinze dias após aberto.

Pensando nisso, a equipe da Martini, marca de vermutes reconhecida mundialmente, preparou o melhor vídeo de todos os tempos da categoria “Educativo Na Marra”. Estilo russo de viver né.

Para facilitar o serviço do bar, existem algumas soluções para os problemas acima, como por exemplo:

Deixe a garrafa na geladeira. Simples assim, não funciona tão bem quanto os outros métodos, mas se a preguiça bater, é o que tem pra hoje.

Engarrafe em pequenas garrafas para preservar melhor. Ao invés de abrir a garrafa todas as vezes, divida o conteúdo em 4 garrafas menores, deixe todas na geladeira e use apenas uma por vez.

Use o vácuo. Caso você tenha a possibilidade. Ao invés de dividir em 4 garrafas menores, divida em sacos apropriados, tire todo o oxigênioe mantenha refrigerada. Mundo ideal.

Mas !NUNCA MAIS! deixe o vermouth aberto na prateleira ok? Seus clientes agradecem.

 

Sailor Jerry, atitude e sabor na garrafa
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O rum Sailor Jerry chegou ao Brasil, pela importação da Casa Flora.

É um rum do estilo Spiced Rum, que estamos começando a conhecer por aqui. A grande diferença é que o destilado de melaço de cana de açúcar recebe a adição de especiarias. Nesse mesmo estilo, temos as marcas Captain Morgan, Kraken e Foursquare, que ainda não chegaram ao Brasil.

Provando, você pode perceber principalmente a presença de baunilha, canela, caramelo e noz moscada. E é bom.
Com 40% de graduação alcoólica em uma garrafa de 750ml é uma combinação fantástica para coquetéis tropicais.

E se engana quem acha que ele é feito no Havaí. Na verdade, todo ano o master distiller da marca viaja para o Caribe para provar e escolher os runs que seguirão para a Escócia e lá receberão as especiarias para compor o blend final.

SetWidth1680-RumHeaderLegal a bebida, mas quem foi  esse tal de Sailor Jerry?

Seu nome real era Norman Collins, um americano que aos 18 anos resolveu sair de casa para viajar pelo seu país de carona em uma época em que fazer parte da contracultura e deixar de ser coxinha já era algo cada vez mais comum. O lance de Collins era a liberdade. E foi nessas viagens que, ao chegar em Chicago, aprendeu a técnica de tatuar. Praticava e treinava com algumas pessoas sem grana que lhe pagavam uma cerveja apenas.

Quando Collins esteve na Marinha é que se apaixonou pelo tema marítimo, barcos, navios, bússolas, aves, entre outros. E por conta da Marinha, ancorou sua vida em Honolulu, Havaí, para então, aprender as formas das havaianas. Collins, então, já mais conhecido como Sailor Jerry, ficou famoso através de outros marinheiros que ao desembarcar em Honolulu, eternizavam em seus corpos seus medos, amores e angústias.

Curiosamente, Sailor Jerry tinha um lema: “Eu não fiz o meu melhor ainda, só o meu melhor até agora.”

Esse vídeo abaixo explica rapidamente a importante dele para a história da tatuagem no mundo inteiro.


 

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