O SubAstor estréia na cena paulistana como quem não quer nada mas já tem muito.

Adoro bares com 360º de visão do ambiente, mesmo que na luz baixa e suficente que é rodeada por paredes de garrafas transparentes em tons azuis. O som é extremamente equilibrado e agradável, que passeia entre Frank Sinatra à Junior Boys.No bar, Márcio Silva, repatriação de peso para nosso mercado comandou as coqueteleiras na noite que estive.
Pode-se encontrar na casa a boa vodka Ketel One, que já deveria estar no Brasil há muito tempo.

Provei o Gipsy Martini (vodka, poire williams, purê de pera, uvas niagara e rubi e manjericão). A primeira impressão é de uma gama enorme de aromas e sabores dentro de uma taça. A ultima é que elas possuem uma harmonia inacreditável.Para mim, o melhor.

Há também o Foam Margarita,a receita tradicional com o auxilio das técnicas moleculares para produzir uma experiência inovadora e muito bacana.
Outra receita apoiada na mixologia molecular é o Sub, bloody mary descontruido, onde o suco de tomate temperado pode ter vezes nas esferas de gim ou de vodka. Ao utilizar a técnica de esferificação com agar(provavelmente, ou algum outro gelificante), a esfera se tornou 100% sólida, e não explodia na boca. Ainda prefiro as explosões.

Não provei, mas as releituras dos clássicos nostálgicos como Rabo de Galo, Maria Mole e Bombeirinho também estão no cardápio, desta vez numa construção mais premium. Não provei o requisitado martini de earl grey, infelizmente porque muitos já haviam provado antes de mim até acabar.

Bom, nada como entrar num bar e antes de receber o cardápio já ter certeza que encontrou um bom refúgio contra as mesmices cotidianas.