Talvez você não conheça o Bobby Burns, mas ele é o poeta mais famoso e importante da Escócia. Inclusive ganhou em sua homenagem um coquetel e ele é nosso Drinque do Baú!

Robert Burns é o poeta nacional da Escócia e foi um dos primeiros a escrever em língua escocesa e um dos precessores do Romantismo.

A data de seu aniversário é amplamente comemorada com uma ceia (Burns Night) que involve muitas homenagens e o tradicional “haggis”, um prato parecido com uma buchada.bobby burnsJá o seu coquetel é uma variação do Manhattan com whisky escocês, que viraria um Rob Roy.
Sua origem é debatida, mas a primeira receita impressa aparece no The Savoy Cocktail Book (1930) e é a receita mais reproduzida.

Também muito parecido com o Vieux Carré, este coquetel também acrescenta um toque do licor herbal francês Benedictine à combinação de whisky, vermute e bitters.

As notas de mel e especiarias do licor complementam muito bem o whisky escocês, que inclusive é um destilado que deveria ser mais aproveitado em mais coquetéis!

Apresento agora uma receita com medidas para este delicioso clássico esquecido.

60 ml scotch whisky
30 ml vermute doce
10 ml licor Benedictine
2 dashes Angostura

Em um mixing glass com cubos de gelo, colocar todos os ingredientes e mexer por aproximadamente 50 segundos. Transfira para uma taça resfriada, sem gelo.
Finalize com casca de limão siciliano.bobby burnsContudo, podemos valorizar mais o destilado base utilizando alguns truques. As notas defumadas encontradas na maiorias dos Ssotch combinam muito bem com notas anisadas.

No livro The Fine Art of Mixing Drinks, David Embury recomenda trocar o licor Benedictine por um licor herbal à base de whisky escocês, o Drambuie.

Uma troca menos “invasiva” à receita de 1930 é substituir ou complementar o bitter Angostura pelo bitter Peychaud’s.

Na dúvida corra logo para o seu balcão favorito e prove as duas versões do Bobby Burns.

Se possível misture mais algum coquetel com scotch whisky e compartilhe conosco nos comentário abaixo e na #DrinquesDoBau.